Ainda sobre o amor ♦ Radyr Gonçalves

Amor, amor, amor, amor



Amor, amor, amor, amor!
Honestamente não sei como começar a escrever um poema de amor sem derramar a palavra amor no cabeçalho do texto...

Amor, amor, amor, amor!
É que amei por toda vida,
Em cada ida,
Em cada vinda,
Em cada trem...

Amei amores de cama,
Amores de risos,
De casos e chamas,

Amei amores de cismas,
Amores de choro,
Amores que inflama...

Amor, amor, amor, amor!

Sinceramente a melosidade do tema é um emblema por vezes castigante para o leitor...
Mas essas letras não tem valor literário,
São apenas fragmentos rabugentos,
Anseios lentos,
Livre de qualquer especulação mais profunda...

Ah, amei!
E o amor abunda!

O amor é teia,
Candeia,
O amor incendeia,
Arde, queima, dói,
O amor se repete,
Tem sabor de Grapeth...

E faz-me assim um ser repetitivo;
E literariamente imperfeito,

Sei bem que poemas como esses não tem valor algum...
Não vale um confeito,

Mas amor, amor, amor, amor!
Como te amei.

-
Radyr Gonçalves

In Tomate do Amor